Os plásticos

A origem da palavra “plástico” vem do grego plastikós, que significa adequado à moldagem.

Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros que, por sua vez, são formadas por moléculas menores denominadas monômeros.
Os plásticos são produzidos através de um processo químico conhecido como polimerização, a união química de monômeros que formam polímeros.
O tamanho e estrutura da molécula do polímero determinam as propriedades do material
plástico. Os polímeros dividem-se em Termoplásticos e Termofixos.

Termoplásticos não sofrem alterações na sua estrutura química durante o aquecimento e podem ser novamente fundidos após o resfriamento.
Exemplos: acrílico, prolipropileno (PP), polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno tereftalato (PET), poliestireno (PS), policloreto de vinila (PVC), etc.

Termofixos são aqueles que não fundem com o reaquecimento.
Exemplos: resinas fenólicas, epóxi, poliuretanos, etc.



Importância dos plásticos para o meio ambiente
Os plásticos têm centenas de aplicações. Impermeáveis, maleáveis, duráveis, contribuem para o desenvolvimento social, econômico e científico, protegendo o meio ambiente.
Proteções de plástico auxiliam na produção, estocagem e distribuição de milhares de toneladas de alimentos. Evitam desperdícios e perdas por transporte ou por alterações do clima.
Embalagens de plástico garantem que verduras, ovos, carnes, laticínios e bebidas cheguem à mesa em perfeitas condições para seu consumo.
Incubadoras de acrílico, bolsas de sangue e de soro, catéteres, máquinas de circulação sangüínea e embalagens para resíduos hospitalares são alguns exemplos de materiais plásticos que ajudam na cura e na prevenção de doenças. São os plásticos salvando vidas.
Impedir a contaminação dos solos, evitar erosões, canalizar esgotos, preservar a água e gerar energia são importantes contribuições dos plásticos à preservação do meio ambiente.

Com plástico reciclado fabrica-se uma infinidade de produtos como vestuário, componentes automotivos, conduítes, carpetes, bolsas, artigos de comunicação visual, solados, páletes e móveis, entre vários outros.

A cadeia produtiva dos plásticos contribui decisivamente para o Desenvolvimento Sustentável, ajudando na conservação dos recursos naturais, melhorando a qualidade de vida das pessoas e contribuindo para o crescimento econômico.
Custos competitivos, facilidade de instalação e baixa manutenção tornam os plásticos perfeitamente adequados para o atendimento das necessidades básicas: habitação, saneamento, suprimento de água e saúde.

Os efeitos do plástico no meio ambiente

Os plásticos tradicionais são materiais particularmente versáteis e resistentes.

Na verdade, sua robustez é uma das causas de seu imenso sucesso, em inúmeras aplicações, em nossa vida cotidiana.

Este produto pode ser um aliado ainda maior ao ganhar em seu processo de manufatura normal, os aditivos existentes que são utilizados, cuja atuação fragiliza as ligações entre os átomos e moléculas, tornando o produto sensível à luz solar, umidade, temperatura, stress do filme, além de torná-lo digerível por microorganismos, iniciando assim, o processo de degradação natural, encurtando consideravelmente seu ciclo de vida.

Enquanto uma sacola convencional demora centenas de anos para se decompor – até mais que 500 anos -, a sacola oxi-biodegradável desaparece em aproximadamente 18 meses, depois do descarte.

É significativamente importante que os produtos com tecnologia de oxi-biodegradação não necessitam de um ambiente biologicamente ativo para começar a degradar.

A degradação acontecerá mesmo que o plástico seja descartado indevidamente e abandonado ao ar livre.

O resultado deste trabalho já pode ser visualizado no segmento supermercadista com a adesão de diversas redes de supermercados – o primeiro no Brasil foi a rede de supermercados Cidade Canção, com utilização mensal de 2,5 milhões de sacolas – na utilização de suas sacolas de acondicionamento.

Na cidade de Maringá, uma cidade pequena de aproximadamente trezentos e cinquenta mil habitantes, gera quase 1 quilo de lixo por dia por habitante. Lixo total por dia em média – 326,95 toneladas – 100%; Orgânico – 212,98 toneladas – 65%; Reciclável – 69,80 toneladas – 21,35%; Deste total, hoje em Maringá, é reciclado somente 3,490 toneladas – 5%.

Plásticos podem levar mais de 500 anos para se decompor no meio ambiente, dependendo de onde está acondicionado.

Aproximadamente 56% do lixo plástico é composto por embalagens usadas uma só vez.

¾ disto é proveniente do uso doméstico.

O mundo consome 1 milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano.

É o resíduo que mais polui as cidades e campos. Prejudica a vida animal, entope a drenagem urbana e rios, contribuindo para inundações.

Produzimos e usamos atualmente 20 vezes mais plásticos que há 50 anos, pois praticamente em tudo é utilizado plástico.

Cada família brasileira descarta cerca de 40 quilos de plásticos por ano.

Mais de 80% de todos os plásticos são usados apenas uma vez e depois descartados.

Cerca de 90% das embalagens plásticas viram lixo até 6 meses após a compra.

A cada mês, mais de um bilhão de sacos plásticos são distribuídos pelos supermercados no Brasil.

Isto significa 33 milhões por dia e 12 bilhões por ano.

Ou 66 sacos plásticos para cada brasileiro por mês.

Em um segundo é fabricada a sacola plastica convencional, utilizamos por aproximadamente uma hora e deixamos um produto que ficará até 500 anos no meio ambiente, contaminando o planeta e matando animais.

Somente para comparação, podemos utilizar Maringá, onde são distribuidos 18 milhões de sacos plásticos somente pelos supermercados todo mês.

Isto significa 216 milhões por ano.

Ou ainda, 51 sacos plásticos para cada maringaense por mês – só estamos citando as sacolas de mercado. Some-se a isso, cachorro-quente, videolocadoras, padarias, farmácias, feiras livres, açougues etc.

15% dos resíduos da coleta seletiva no Brasil é composto por plásticos.

2.177.799 toneladas de resíduos plásticos pós consumo foram gerados no Brasil em 2004. deste total apenas 359.133 toneladas foram reciclados.

1.818.666 toneladas de resíduos plásticos pós consumo viraram lixo no Brasil em 2004. Foram parar nos lixões, nos aterros e no meio ambiente.

Somente 16,5% dos resíduos plásticos pós consumo são reciclados no brasil, ou seja, 83,5% destes resíduos não são reciclados.

Animais morrem sufocados ao ingerir embalagens plásticas ao confundi-las com alimento.

Plásticos contaminam os rios e mares, criando zonas mortas nos mares, matando animais, provocando enchentes e finalmente o efeito estufa – o material orgânico contido dentro das sacolas comuns quando usadas para lixo não tem oxigênio e as bactérias anaeróbicas formam metano, que é 21 vezes mais prejudicial ao meio ambiente do que o CO2, que é desprendido quando se usa a sacola oxi-biodegradável.

89% das cidades brasileiras não possuem aterros sanitários adequados.

20.000 toneladas de lixo domiciliar não são coletados no Brasil, dispersando-se nas ruas e assoreando os rios, levados pelo vento e pela chuva. Mais da metade das cidades brasileiras tem lixões a céu aberto.

Foi descoberta uma área do tamanho do Brasil no fundo do oceano pacífico, coalhada de lixo, principalmente plástico

80% do um bilhão de sacolas de compras produzidas e distribuídas por mês, no Brasil, viram sacos para lixo doméstico. Podem ser vistos em todos os lugares ou estão dentro de outros sacos para lixo.

Embalagens plásticas quando não corretamente descartadas, coletadas e recicladas viram lixo.

Embalagens plásticas jogadas nas ruas, avenidas e córregos, entopem o sistema de drenagem pluvial das cidades, causando inundações.

Se você alinhar todos os copos plásticos descartáveis fabricados em apenas um dia, eles farão um circulo ao redor da terra.

A capacidade dos aterros sanitários e lixões ficam comprometidos pelo grande volume de plásticos. Os plásticos também causam a impermeabilização e instabilidade destas áreas. Formam bolsões de gases e na maioria das vezes retardam a degradação dos demais resíduos – um destes gases é o metano, 21 vezes mais nocivo ao ambiente do que o CO2.

Se todos os sacos plásticos fossem utilizados como na figura abaixo, estaríamos muito melhor

As embalagens oxi-biodegradáveis

O projeto visa a substitução das sacolas plásticas convencionais, distribuídas principalmente por supermercados, por sacolas oxi-biodegradáveis, primeiramente foi em Maringá, e após, no Paraná e Brasil.

Hoje já é realidade no mundo e também no Brasil o uso de embalagens plásticas com conceito de rápida e total degradação.

Estas embalagens depois de corretamente descartadas, serão rápida e naturalmente degradadas, resultando em apenas água, pequena quantidade de dióxido de carbono e biomassa.

A oxi-biodegradação destas embalagens não deixa nenhum tipo de resíduo nocivo ao meio ambiente.

Embalagens com este conceito são recicláveis por processos comuns, tais como: mecânica, energética ou química.

Embalagens com este conceito são aprovadas para contato com alimentos.

Mais de 90 empresas estão atualmente licenciadas pela para a fabricação de embalagens oxi-biodegradáveis, com diversas tecnologias.

Este é apenas um dos caminhos propostos pela FUNVERDE para contribuir de forma segura, para a redução dos problemas ambientais causados pelas embalagens plásticas que não são recicladas ou reaproveitadas.

O ideal é não utilizar plástico de uso único, procurar sempre utilizar sacolas retornáveis que são muito mais ecológicas.


0 comentários:

Postar um comentário